Agro

Desafios da Agricultura 4.0: cobertura de internet no campo

Parque Tecnológico de Itaipu traz ao Show Rural projeto capaz de levar cobertura de internet a todos os produtores da região oeste do Paraná.

Apresentado por:

Coopavel

A falta de conexão com internet é um dos principais obstáculos para digitalizar a rotina dos produtores, fator que mantém grande parte dos agricultores longe dos avanços da agricultura de precisão. 

Por isso, ampliar o acesso a internet é hoje um dos principais desafios pra que a revolução da Agricultura 4.0 finalmente alcance seu advento na lavoura.

É este um dos desafio que o PTI (Parque Tecnológico de Itaipu) encarou: possibilitar que todos os agricultores da região oeste do Paraná tenham acesso a internet em qualquer lugar da propriedade.

Assim eles desenvolveram uma infraestrutura de rede, que por meio de uma antena, faz a ampliação do sinal de internet por 15 quilômetros.

Hoje a maioria dos produtores têm acesso a internet dentro de casa, mas esse sinal não alcança toda a propriedade. Com a instalação da antena, será possível fazer a cobertura de toda a área.

Na região de Foz do Iguaçu, Cascavel, Toledo e Céu Azul, a instalação de 20 a 25 antenas seria o necessário para promover a cobertura de internet em toda a região oeste, segundo o engenheiro elétrico do PTI, José Alberto Pereira dos Santos.

A solução está sendo apresentada para agricultores e cooperativas que passam pelo Show Rural 2020 em busca de parceiros que possibilitem instalar as antenas e, finalmente, aprimorar o processo de digitalização do campo na região.

Digitalização do campo e o advento da agricultura de precisão

Paralelamente, o PTI desenvolve um sistema de integração que reúne dados do Iapar (Instituto Agronômico do Paraná), Simepar (Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná) e Itaipu Binacional.

Apesar de não ter data para lançamento, já desperta o interesse dos agricultores que passaram pelo estande a procura de mais controle da produção.

“Hoje o diagnóstico das necessidades da planta são mais visuais. Muitas vezes o agricultor acredita que é necessário fazer a irrigação pelo aspecto do solo, mas na verdade, onde está a semente já está úmido”, exemplifica José Alberto.

Pela plataforma será possível monitorar umidade, vento, precipitação de chuva, incidência solar, além de gerar notificações se o ambiente está propício para o surgimento de pragas.

Atualmente, a plataforma está sendo alimentada por um grande volume de dados e tem previsão de lançamento para 2022.

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