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Startups, novas verticais e o apoio a jovens empreendedores: metas do Sebrae/PR para 2020

Conversamos com o Superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, e o gerente da Regional Oeste do Sebrae/PR, Augusto Cesar Stein, sobre as novidades, percepções e necessidades do ecossistema empresarial e de inovação.

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Sebrae/PR

“Nós vemos muitas ideias fantásticas mas, infelizmente, nem todas vão se transformar em negócio.”

A primeira vista, a frase do diretor-superintendente do Sebrae/PR, Vitor Roberto Tioqueta, chama a atenção.

É, na verdade, um reforço para que empreendedores em fase inicial encontrem no Sebrae/PR um parceiro para auxiliar na busca pela maturidade de empresas e startups.

A instituição começa o ano de 2020 com metas bem definidas:

Continuar realizando um trabalho forte nas ações de desenvolvimento empresarial, preparando o ambiente onde as empresas estão inseridas, e ter como ponto principal a gestão, inovação e tecnologia

“Nós continuamos fortemente com a pauta do ecossistema de inovação, não só em Cascavel, mas em toda região oeste. Um dos papéis do Sebrae é fazer com que essas ideias se transformem em negócios”, explica Augusto Cesar Stein, gerente da Regional Oeste do Sebrae/PR.

Nós batemos um papo com os dois profissionais sobre as novidades, as percepções e necessidades do ecossistema.

O que o Sebrae/PR planeja para o oeste em 2020

O ano começa com novidades na região: a ampliação nas verticais que a instituição atua. Serão acrescidos mais três setores aos já existentes AgTech (agro), Retail Tech (varejo) e ConstruTech (construção).

“Além dessas três, estamos ampliando para food, principalmente na região de Toledo; health, que é forte tanto em Cascavel, como em Toledo; e por fim uma vertical forte em Foz do Iguaçu que é DTI, Destinos Turísticos Inteligentes”, explica Tioqueta.

As três novidades que serão agregadas ao portfólio passarão a fazer parte de trabalhos específicos realizados com alguns parceiros para pré-aceleração.

A instituição lançou ainda, em parceria com a Acic Labs e Fundetec, um edital para pré-aceleração de 10 empresas. Trabalho que será realizado também com apoio do Iguassu Valley e o SRI (Sistema Regional de Inovação).

Os dois últimos (Iguassu Valley e SRI) passam a se posicionar na região como movimentos complementares.

“É o caminho dos dois movimentos, regional e municipal, para se fortalecer como uma marca única. Existe a visão regional, mas se não tiver trabalho mais forte no município, tende a ficar enfraquecido. Vimos que o trabalho que o Iguassu Valley fez em Cascavel é perfeito para replicar em outros municípios. É fácil, ágil, aberto, não tem grande investimento, bem funcional, assim não precisamos inventar novos modelos”, resume Augusto.

Desenvolvimento empresarial

Tioqueta reforça que o foco em inovação e startups vai caminhar em paralelo com as ações estratégicas de atendimento às micro e pequenas empresas do estado.

Afinal, o Sebrae acredita que a grandeza do Paraná e Brasil está na força dos pequenos. Nas últimas décadas, o segmento vem desempenhando um nítido papel estratégico na economia.

Em 2019, o Sebrae/PR atendeu mais de 243 mil micro e pequenas empresas no estado, o que corresponde a cerca de 23% do total de empresas do estado.

“É um percentual altíssimo de atendimentos que nós queremos replicar para 2020, atendendo esse grande número de micro, pequenas empresas e MEIs”.

Para isso, o Sebrae/PR continua com o trabalho voltado aos municípios, preparando o ambiente para que essas empresas já nasçam mais preparadas para o mercado.

O Sebrae/PR mantém com um olho no agora e outro lá no futuro, na preparação de crianças e jovens com a educação empreendedora, ou mesmo atento à nova economia com programa para startups e ações de inovação. 

O grande desafio é demonstrar para as pessoas que vale a pena empreender.

Vitor Roberto Tioqueta

O diretor-superintendente relata que Sebrae/PR quer buscar despertar nos jovens que estão saindo das faculdades um olhar mais atencioso para o empreendedorismo, como opção de carreira e projeto profissional.

“Nossa cultura está muito direcionada ao emprego formal e emprego público. Queremos mostrar para o jovem que empreender é um caminho, é uma oportunidade de vida possível e viável”, reforça.

Tioqueta adianta que, apesar de possível, não é caminho fácil.

“O ambiente de empreendedorismo é hostil e tem desafios gigantes. Mas, queremos que o jovem enxergue, mesmo com essas dificuldades, o propósito em empreender. O mundo está se transformando, não vai mais ter emprego para todos, essa taxa de desemprego nunca vai reduzir para zero, é preciso buscar alternativa que não seja no emprego formal”, projeta.

Jovens retornando para o agro

Movimento semelhante de protagonismo já está rolando no agro, com uma mudança perceptível e uma retorno cada vez mais crescente dos jovens que saem da faculdade e voltam para o campo a fim de aplicar o que aprenderam ali, na área rural.

O comportamento foi observado na parceria do Sebrae/PR com a FAEP (Federação de Agricultura do Estado do Paraná), que já dura 15 anos, mas passou por uma evolução considerável nos últimos dois anos.

“Nós mudamos o viés para o digital e vimos quase quatro mil projetos serem apresentados, em sua maioria, voltados para novas tecnologias e inovações nas propriedades rurais. São jovens que saíram da faculdade e iam voltar para aplicar as ideias na propriedade da família”, analisa Tioqueta.

O investimento de grandes empresas no agro é um fator tem feito com que as pessoas, inclusive os empreendedores, também enxerguem o potencial do setor.

“Ainda tem muita coisa para ser feita, mas está melhorando bastante. É um caminho sem volta.”

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