Agro

Confira as 5 tendências do agronegócio para 2020

Apresentado por:

Oguini Consultoria e Inovação

A estimativa da ONU (Organizações das Nações Unidas) de que até 2050 a produção precisa aumentar 70% para alimentar toda população mundial já gerou – e gera – dor de cabeça para muitos governantes e organizações, mas principalmente, para quem recai a responsabilidade de aumentar esta capacidade: os agricultores.

A incorporação da tecnologia à agricultura será responsável por 90% desse aumento.

O agro já vivencia o uso de big data, inteligência artificial e automação, tecnologias que, há recentes anos, deram início a era da Agricultura 4.0.

O termo Agricultura 4.0 se refere a uma nova forma de olhar não só para o campo, mas para toda a cadeia de alimentos, dos pequenos agricultores à indústria de alimentos, e vem acompanhada do conceito da Indústria 4.0, que tem objetivo de tornar as atividades do setor mais produtivas, sustentáveis e resilientes ao clima.

No Brasil, onde a agricultura é responsável por ¼ do PIB (Produto Interno Bruto), o cenário é desafiador, mas também é fértil – afinal, estamos falando do terceiro maior exportador de grãos do mundo.

A projeção do PIB do setor agropecuário feita pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) é de crescimento de 1,4% em 2019, e de 3,2% a 3,7% em 2020.

Todos os percentuais estão acima do que é esperado para o conjunto da economia.

Com um panorama positivo, a AFN elencou as principais tendências do agronegócio de 2020, e nós listamos abaixo com base no cenário brasileiro.

1) A agricultura como serviço vai continuar a crescer

Você com certeza está familiarizado ao termo Saas (software as a service). Também originário do inglês, o Faas (farming as a service) se refere aos serviços agrícolas por assinatura e também de pagamento por uso. 

O Faas aparece como um estratégia que traz inúmeros benefícios aos agricultores e proprietários de terras agrícolas, que podem estabelecer custos que, cada vez mais, são orientados por dados que tornam a agricultura mais eficiente.

O que nos leva a segunda tendência.

2) Aumento da transparência e análise de dados

O aumento da transparência e da análise de dados na agricultura vai além de equipamentos com recursos aprimorados. 

Com ferramentas agrícolas mais inteligentes e entrega de dados mais fáceis, os agricultores alcançam maior autonomia, que envolve desde a etapa de monitoramento de lavoura até a venda dos grãos que passa a ser feita de maneira mais simplificada.

Através da tecnologia, por meio da plataforma da Grão Direto, vendedores e compradores podem negociar grãos de forma muito mais rápida e eficiente.

“A ideia do Grão Direto é sempre encontrar o melhor negócio para compradores e vendedores, ou seja, num matchmaking, que é a identificação do melhor par que se adequa de acordo com a sua necessidade”, explica o CEO, Alexandre Borges.

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Além do preço que representa um fator preponderante nas negociações, existem outras variáveis que são analisadas pelo aplicativo, como: condição de pagamento, frete, qualidade dos grãos, etc.

“Todas as informações são necessárias para uma tomada de decisão mais consciente, precisa e segura, uma vez que este mercado é bastante volátil”.

O aplicativo não tem custo e libera acesso a informações, como: clima, preços médios, notícias, dados de mercado e a negociações.

Somente em 2019, A Grão Direto aumentou em mais de 1400% o número de negócios conectados por meio do aplicativo.

“Nós temos diversos perfis cadastrados e atuantes na plataforma como: corretores, consultores, armazéns, cooperativas, tradings, fábricas de ração, usinas, confinamentos e entre outras que buscam na plataforma mais oportunidades de negócio para poderem competir neste amplo mercado”.

3) Crescimento do número de investimentos em AgTechs

Cultivo no agronegócio

Com a modernização da indústria agrícola, o cenário se mostra cada vez mais benéfico para investidores incluírem terras agrícolas em seus portfólios de investimento. 

O AgriFood Tech Investing Report 2018 mostrou que as startups da AgriFood Tech – aquelas que inovam em toda a cadeia de suprimentos agroalimentar – levantaram US$ 16,9 bilhões em 2018, um aumento de 43% em relação ao ano anterior.

O fato das startups de tecnologia agroalimentar levantarem grandes rodadas destaca a presença de uma gama cada vez maior de investidores que estão começando a encontrar oportunidades de investimento nesse setor.

No Brasil, conforme a AG/Evolution, no ano de 2019 o número de startups AgTechs passou de quase 400 para mais de 1.000, enquanto o aporte de investidores anjo quadruplicou para mais de US$ 80 milhões. 

Investimentos impulsionados por uma autonomia crescente dos agricultores, proporcionada pela tecnologia.

É o que diz a próxima tendência.

4) O empoderamento dos proprietários de terras está em ascensão

Os proprietários de terras estão começando a entender o quão importante é ter uma visão completa da saúde das suas terras, e  por exemplo, ter as receitas completas dos últimos cinco anos consecutivos em mãos é fundamental para garantir esse diagnóstico.

Saber que seu solo precisará de insumos na próxima temporada tem um impacto financeiro real: se um proprietário de terra souber que estará investindo nesses tipos de melhorias antes de assinar seu próximo contrato de arrendamento, poderá definir um preço justo e quem pagará por essas melhorias.

O monitoramento das plantações tem sido peça fundamental na promoção desse empoderamento.

Neste cenário, a fabricação de drones e o desenvolvimento de softwares de análises agronômicas têm garantido que a Horus, empresa de tecnologia para mapeamento aéreo, tenha como meta para 2020 manter o amplo crescimento de 100% ao ano.

Drone da Horus sobrevoando a soja

Nossas soluções resolvem a falta de informação e precisão, que são necessárias para o manejo eficiente no agronegócio. Nosso objetivo é potencializar o dia a dia do produtor, gerar economia na produção, redução de desperdício e aumento de lucros neste segmento tão significativo para o mercado mundial.

Fabrício Hertz
CEO e sócio-fundador

O software de processamento desenvolvido pela Horus, Mappa, é em nuvem, e possibilita que todo profissional que possua um drone, utilize-o para processar seus mapas, gerenciar projetos e realizar análises agronômicas.

Ao todo, a Horus já mapeou mais de 1 milhão de hectares – apenas em 2019.

E o constante contato com os produtores, prestadores de serviços e clientes faz com que a empresa desenvolva novos produtos que atendam a diferentes demandas desse mercado, incluindo um curso de mapeamento 100% online.

“Uma das grandes tendências que já estamos atendendo é a adesão por parte dos profissionais autônomos a esta tecnologia para a prestação de serviço. Além disso, a integração entre mapas de drones com sistemas de gestão e maquinários agrícola também se destacam. Com isso, toda a cadeia produtiva estará conectada e interligada, o que traz grandes benefícios tanto para o produtor, como para o consumidor final”, detalha Fabrício.

5) A popularidade do arrendamento digital está crescendo

Se um dia o arrendamento de terras foi firmado com um acordo de aperto de mão, hoje não há mais razões para que isso aconteça.

As novas plataformas online de aluguel e venda de terras agrícolas auxiliam os proprietários e agricultores a gerenciar seus arrendamentos, registros e referências digitalmente.

Neste padrão, os contratos incluem requisitos de lavoura, entrega de dados e seguro. Fazer tudo isso digitalmente tornou essas trocas de informações mais fáceis do que nunca.

A mesma digitalização funciona para a Grão Direto, que em 2019, movimentou R$ 1,5 bilhão em negócios em grãos formalizados no portal de contratos digitais.

“Com os contratos digitais para compra de venda de grãos, por exemplo, os produtores rurais não precisam mais se deslocar tanto, pegar filas em cartórios e ter que esperar dias e dias até terem a certeza de um negócio. Em questão de minutos tudo está formalizado, com validade jurídica e segurança”.

Transformação digital e o uso de dados

Com a diminuição de custos, a agricultura digital deve avançar e vai contar com dois fatores primordiais nesse processo: o aumento no fornecimento de tecnologia de comunicação sem fio nas propriedades rurais e o surgimento de tecnologias mais acessíveis para todas as classes de agricultores.

Além disso, no relatório Visão 2030: o futuro da agricultura brasileira, a Embrapa afirma que importantes ações estão em curso no Brasil para minimizar os fatores que dificultam o acesso à informação por parte dos agricultores familiares, que têm baixa proximidade com as tecnologias digitais.

A instituição cita ainda que com a inteligência artificial presente em quase todos os processos da produção agrícola, haverá uma necessidade maior de compartilhamento entre os atores das cadeias produtivas e das plataformas de dados abertos.

“Como resultado, serão gerados algoritmos cada vez mais inteligentes, que poderão ser utilizados por agentes públicos e privados para identificar tendências, novos nichos de mercado e demandas dos diversos elos da cadeia”.

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